CRM 74512 | RQE 71322
Meu objetivo para além do alívio do sofrimento pelos medicamentos, é direcionar o paciente a construir uma bagagem de ferramentas e estratégias de enfrentamento para uma vida mais saudável e significativa.
Normalmente, as consultas são mais longas (especialmente as primeiras), pois revisamos todo o histórico pessoal e familiar, padrões de comportamento e recursos de enfrentamento, os hábitos de vida, e a saúde física.
Frequentemente, identificamos outros fatores mantenedores do sofrimento psíquico e discutimos os passos para que você tenha uma vida com menos sofrimento e mais sentido.
Acredito que grande parte dos adoecimentos mentais se beneficiam de intervenções psicoterápicas e, comumente, discuto com o paciente o que esperar da ação do medicamento e quais demandas terão melhor resposta com a psicoterapia e/ou mudanças de hábitos e estilo de vida.
Ansiedade, tristeza, raiva e medo são emoções naturais que todos sentimos. No entanto, quando você percebe que a forma como está se sentindo está afetando sua qualidade de vida, seu desempenho no trabalho e/ou seus relacionamentos, vale a pena buscar uma avaliação profissional.
Abaixo, explico brevemente algumas formas pelas quais o sofrimento mental pode se manifestar, passe para o lado para entender cada caso:
Já atendi diversos casos de depressão em que a pessoa não percebia que estava adoecida, principalmente homens, por associarem a doença apenas à tristeza ou ao choro fácil.
No entanto, a depressão também pode se manifestar pela sensação de "não sentir", irritabilidade, perda do prazer em atividades antes prazerosas, vontade de se isolar, fadiga intensa, cansaço excessivo e alterações do apetite ou do sono.
O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade costuma apresentar sinais desde a infância, mas muitas pessoas desenvolvem estratégias compensatórias ao longo da vida, o que pode levar a um diagnóstico tardio.
Além dos sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade, é comum que o adulto com TDAH carregue a sensação de que sempre precisou se esforçar mais do que os outros para alcançar os mesmos resultados.
É comum que as pessoas considerem a insônia um problema isolado e imaginem que um medicamento para dormir resolverá toda a questão. Entretanto, na maioria dos casos, a insônia representa um sintoma de outras condições.
Pessoas ansiosas tendem a ter mais dificuldade para iniciar o sono; pessoas com depressão frequentemente conseguem dormir, mas despertam durante a madrugada e têm dificuldade para voltar a dormir; já na apneia do sono, são comuns múltiplos despertares ou a sensação de acordar cansado, mesmo após uma noite inteira de sono.
Podem se manifestar por preocupações persistentes e intensas, dores de cabeça, tensão muscular, dificuldade para relaxar, ataques de pânico, fobias e sensação constante de medo ou apreensão.
Mudanças frequentes de humor, sensação de instabilidade emocional e problemas recorrentes nos relacionamentos interpessoais também podem merecer avaliação especializada.
Sensação de estranhamento em relação ao mundo, isolamento progressivo, pensamentos confusos ou a presença de alucinações auditivas ou visuais são sinais que merecem atenção e avaliação profissional.
Álcool, cigarro, drogas ilícitas e apostas podem se tornar um problema quando a pessoa percebe que tenta parar ou controlar o comportamento, mas não consegue. Sentimentos frequentes de culpa, conflitos familiares ou prejuízos em diferentes áreas da vida podem ser sinais de que é necessário buscar ajuda.
Preocupação excessiva com o peso ou a aparência corporal, insatisfação persistente com o próprio corpo, culpa recorrente durante as refeições e tendência a se alimentar sozinho por vergonha de comer muito pouco ou em excesso podem indicar sofrimento significativo e merecem investigação.
Atendimento presencial e on-line
Realizo consultas psiquiátricas presenciais em Uberlândia (MG) e atendimentos on-line para pacientes de todo o Brasil.
A teleconsulta é uma modalidade regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e permite que o acompanhamento psiquiátrico aconteça de forma segura, e confortável, sem que você precise se deslocar.
Você receberá um link para uma videochamada segura, podendo ser atendido de qualquer lugar do país.
Av. Nicomedes Alves dos Santos, 1205. (World Business Center, sala 214, 2º andar).
Desde muito cedo, sempre fui fascinada pela complexidade da mente humana, pelas emoções, pelos comportamentos e pelas diferentes formas como as pessoas vivenciam suas histórias. Durante a adolescência e o início da vida adulta, cheguei a ter dúvidas entre cursar Psicologia ou Medicina. Acabei escolhendo a Medicina, mas já carregava comigo o desejo de, um dia, me tornar psiquiatra.
Curiosamente, durante a graduação, meu contato com a Psiquiatria foi relativamente limitado, e por algum tempo acabei me afastando dessa ideia inicial. Após a formatura, trabalhei em diferentes áreas da Medicina, incluindo o Exército Brasileiro, a Atenção Primária à Saúde, unidades de pronto atendimento e a Medicina do Trabalho.
Em todos esses cenários, havia algo que constantemente chamava minha atenção: por trás de muitas queixas físicas, como dores persistentes, enxaquecas, insônia, fadiga ou mal-estares difíceis de explicar, frequentemente existia uma dimensão emocional que precisava ser compreendida. Percebi que, naturalmente, eu me interessava pelas histórias, pelos contextos e pelo sofrimento humano que acompanhavam cada sintoma.
Quando finalmente ingressei na residência médica em Psiquiatria, tive a sensação de estar exatamente onde deveria estar. Foi um processo de reencontro com um interesse que me acompanhava desde o início da minha trajetória e de confirmação de que nenhuma outra área da Medicina fazia tanto sentido para mim.
A Psiquiatria reúne muitos dos aspectos que valorizo, como a compreensão da singularidade de cada pessoa, o estudo do desenvolvimento humano e suas potencialidades.